Parece que no fim de toda a polémica gerada à volta do All-Star Game o assunto que a originou se poderá resolver do melhor modo.
Nas últimas semanas têm crescido as manifestações de descontentamento perante a possibilidade de jogadores que não o merecessem por via das exibições comparecerem no jogo das estrelas graças à votação online a decorrer no site da NBA.
Ao que tudo indica, e segundo palavras dos próprios, Tracy McGrady e Allen Iverson deverão efectivamente comparecer em Dallas para o fim de semana de 11 a 14 de Fevereiro.
No entanto, apesar de ambos comparecerem por respeito aos fãs, existem probabilidades de não jogarem, para deleite dos adeptos da liga que vinham a opôr-se a estas presenças.
Da parte de Iverson, foi o próprio base dos 76ers não jogar a dizer que não existem 100% hipóteses de jogar, isto devido a uma lesão no joelho que lhe vem causando dores. Visto ser uma partida que não conta para a competição, o veterano poderá não actuar ao lado de Wade, Lebron, Garnett e Dwight Howard (todos estes estão em posições confortáveis, sendo provavelmente os 4 outros jogadores da equipa do Este), evitando complicações mais graves.
Quanto ao swingman dos Rockets as razões aparentam ser outras. Corre o rumor de que McGrady terá dito que mesmo que seja votado não jogará, apesar de estar em condições físicas para o fazer, por entender que seria desrespeitoso tirar o lugar aos atletas que fizeram por estar presentes no evento até ao momento. No caso da equipa da conferência Oeste as outras estrelas com posição segura são o inevitável Kobe, 'Melo e Amar'e Stoudemire. O último lugar de forward está a ser discutido entre Dirk, Duncan e Pau Gasol, com vantagem para o primeiro.
Não será certamente um qualquer rookie capaz de presenciar na lista da Race To The MVP. Mas Tyreke Evans não será um qualquer.
A dar início a uma época de fazer inveja a muitos veteranos, Evans está neste momento (com 22 jogos feitos) a fazer uma média de precisamente 22 pontos, 5 assistências e 5 ressaltos por jogo. Em toda a história existiram três jogadores com esta média na primeira temporada de NBA. Nomes? Oscar Robertson, Michael Jordan e Lebron James. Só.
Tyreke tem revelado nestes primeiros jogos da liga americana uma maturidade invulgar num rookie. Assumindo-se como líder de uma jovem na equipa dos Sacramento Kings - privada da sua estrela Kevin Martin e de Francisco Garcia, ambos ausentes devido a graves lesões - demonstra-se capaz de usar as suas características em prol da equipa, como a elevada estatura para a posição que tem ocupado (PG).
Posto isto, convém ainda lembrar que tem sido portador de grande humildade, que infelizmente não é tão comum quanto deveria ser entre as superestrelas da melhor liga do mundo. Junta-se tudo e encontra-se um jovem com 20 anos, com um potencial tremendo e já a marcar passos entre os gigantes.
Chauncey Ray Billups, nascido a 25 de Setembro de 1976, é, provavelmente, um dos jogadores mais fantásticos e mais desvalorizados da década que está a findar.
Escolhido com a terceira pick do Draft de 1997 pelos Boston Celtics, atrás de Tim Duncan e Keith Van Horn - num draft com outros nomes presentes no actual panorama do basquetebol americano como Tracy McGrady, Anthony Parker ou Stephen Jackson - Chauncey correu diversas cidades (depois de Boston teve passagens mais ou menos breves por Toronto, Denver, Orlando e Minnesota) antes de se fixar na franquia de Detroit, os Pistons, onde viria a ter um sucesso incomensurável.
Na Motor City passou seis épocas (e dois jogos de uma 7ª), onde chegou a umas incríveis seis finais de conferência, tendo como ponto alto a época de 2004/05 quando liderou a equipa do Michigan rumo à vitória nos playoffs. Ao lado de Rip Hamilton, Tayshuan Prince, Rasheed e Ben Wallace, formou um dos que fica para a história como melhores colectivos de sempre, famoso pelo equilíbrio qualitativo que contraria a usual 'superstar' que existe em cada um.
Em 2008/09 foi dado como a parte fraca da troca com os Denver Nuggets que levaria Al Iverson para Detroit, mas revelou-se como um trunfo de inegável qualidade quando, (não) surpreendentemente, guiou os Nuggets até a mais uma final de conferência, a 7ª consecutiva, sendo o único não-jogador dos Lakers no top 5 de finais consecutivas, atrás de nomes como Kareem Abdul-Jabbar.